Chelsea: A supremacia europeia no futebol continua

O Mundial de Clubes chegou ao fim, e com ele podemos refletir um pouco e tirarmos algumas conclusões, algumas delas já esperadas. O Palmeiras conseguiu o feito de chegar a final, mas alguns detalhes impediram o time alviverde de conquistar o inédito título, mesmo assim a maioria da torcida ficou de certa forma satisfeita com o rendimento da equipe, o que eu concordo. Todo o esforço deve ser valorizado. Mas o que todos os palmeirenses esperavam mesmo era o título, e isso não veio. Por qual motivo? A supremacia europeia ainda vigora no que diz respeito ao futebol como um todo.

FALANDO DO JOGO

Começando a falar do Chelsea, o rendimento dos Blues no torneio ficou um pouco abaixo do esperado no primeiro jogo, onde se esperava um desempenho a nível de Champions (o que vimos contra o Manchester City por exemplo). Mas o Al-Hilal conseguiu levar perigo ao gol do time inglês e o placar final foi pequeno.  

Já na final, o Palmeiras conseguiu chegar ao ataque algumas vezes, e se tivesse um pouco mais de calma na finalização, conseguiria talvez chegar ao primeiro gol. Mas mesmo o time do Chelsea claramente não estando em seu ápice, a questão do rendimento físico e principalmente qualidade técnica acabou sendo o ponto chave da vitória. O time conseguiu jogar intensamente mesmo na prorrogação, algo que se esperava o contrário (muitos diziam que o Chelsea cansaria mais fácil), e foi certeiro nas suas tentativas. 

        ESTÁ ATRÁS

Eu acredito muito no futebol brasileiro e na habilidade dos nossos jogadores, não é a toa que muitos deles ainda jovens quando despontam são contratados pelos melhores times da Europa, mas precisamos reconhecer que o futebol do Brasil está atrás do europeu, não adianta mencionar o contrário. 

E no futuro, tem como equilibrar essa diferença? Na minha opinião pode até chegar perto, e em campeonatos como esse dá pra existir uma boa disputa e competitividade, mas jogar de igual pra igual não dá, precisa de muito investimento e outras questões. 

A questão é essa: Estamos atrás e é muito difícil virar o jogo, essa realidade tende a continuar por muitos anos e há coisas que não podem ser mudadas. A questão da moeda é um exemplo, não temos tanto poder de compra, não preciso nem entrar em detalhes. Mesmo diante desse cenário temos de nos orgulhar de ainda sermos o país do futebol... Ou será que não mais?

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