Altos e baixos: Os elogios e críticas exageradas no futebol brasileiro
Olá a todos!
Dessa vez estarei argumentando de forma breve um tema que tem me gerado um pouco de inquietação. Me refiro ao lado fora das quatro linhas, os elogios, e também as críticas que tanto jogadores e treinadores recebem por parte da imprensa, e também de alguns torcedores. Observo esse "feedback" há algum tempo, e com a saída de Rodriguinho, do time do Corinthians, achei que escrever sobre o assunto seria interessante.
Primeiramente, é perceptível que no nosso país a cobrança por resultados é sempre maior. Por exemplo, aqui no Brasil um técnico pode se sustentar apenas pelos resultados alcançados, e não pelo desempenho geral que no seu comando a equipe alcançou. Porém, se esse mesmo time, apesar de estar apresentando um bom futebol, com um estilo de jogo bem definido, por certos motivos não conseguir boas colocações no campeonato que disputa, o tempo de comando será breve, e logo será demitido. Além do mais, as críticas em cimaum dele serão enormes, e muitas dessas podendo não ser apenas da parte tática, mas também da parte pessoal, infelizmente.
De maneira oposta, se os resultados forem alcançados, ele pode ser apontado como "mito", o melhor treinador do Brasil e tudo mais. E é nesse ponto que quero chegar: Assim como a demanda pelos melhores números é grande, e chega ao seu maior nível, os dois lados, tanto o positivo, quanto o negativo, dos elogios e das críticas costuma chegar ao seu ápice. De uma maneira mais simples, quando algo não acontece da maneira desejada, como um certo jogador estar em má fase, um técnico não comandar tão bem um time, hipoteticamente, eles são tão reprovados, principalmente pela imprensa, ou por algumas pessoas, que dá a impressão que eles não prestam mais, ou que são uma enganação do futebol. Já quando a fase é boa, e as coisas parecem mais tranquilas, são glorificados, e apontados até como ídolos, e isso não está certo.
Vejam bem, no futebol, assim como em outros esportes, existe a parte da "zueira", e das brincadeiras. E muitas vezes, as coisas acabam se exagerando, como um jogador tecnicamente razoável sendo chamado de "deus". Até aí tudo bem, faz parte do futebol, e é algo positivo, pois não vejo necessidade do famoso politicamente correto. Mas isso não deve ser confundido com o exagero que disse anteriormente, porque são coisas totalmente distintas.
No início do texto, citei o nome do meio-campo Rodriguinho, que foi transferido para o Piramids, do Egito. Na minha opinião, ele foi um exemplo dessa demasia, ou exagero. Como todos os jogadores, ele viveu altos e baixos no Corinthians. Lembro do seu início, onde recebeu duras críticas, e foi muito questionado, porém quando sua performance foi melhor, chegou a ser desejado por muita gente na seleção brasileira.
No meu ver, há de haver um certo equilíbrio nesses dois pontos (bom e ruim) a serem levados em consideração, e quem sabe se os fatos fossem analisados com maior razão e coerência, alguns jogadores comuns parassem de ser chamados de craques, ou medíocres, em certos períodos. Como diz a velha máxima: "Tudo que é em excesso faz mal", não é mesmo?

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