Momento de mudança na seleção da Argentina?
Olá a todos!
Hoje vou falar sobre a situação que se encontra a seleção da Argentina. Em quinto lugar na classificação para a Copa da Rússia em 2018, sem Messi por três jogos, e vindo de uma derrota de 2 x 0 contra a Bolívia, tudo parece piorar. Edgardo Bauza conta com um time repleto de estrelas, como Di Maria, Mascherano, Aguero, Lucas Pratto, Banega, Romero e Lionel Messi. Mas quando o camisa 10 da equipe não atua, o time não consegue render e mostrar aquele futebol que a gente está acostumado a ver, como na Copa de 2014, quando a seleção até chegou a final do torneio, vencido pela Alemanha.
Mas de lá para cá, muitas coisas mudaram, como troca de treinadores, desentendimento com a imprensa por parte dos atletas, uma crise financeira nos clubes argentinos, e até Lionel Messi, considerado um jogador que não se metia em confusões, mudando suas atitudes, e chegando a xingar o árbitro, como no jogo contra o Chile, onde o próprio baixinho marcou o gol da vitória. Tudo isso, de uma certa forma, acabou refletindo em campo.
Edgardo Bauza, considerado um ótimo técnico na época do San Lorenzo, parece não ter o "DNA" para comandar uma seleção de enorme pressão. No São Paulo, o treinador não fez um bom trabalho, e dependia de alguns jogadores para que o time rendesse, como Calleri e Paulo Henrique Ganso. O time até chegou na semifinal da Libertadores, com os atletas ditos anteriormente do time principal. Mas quando esses não se mostravam bem no jogo, o São Paulo era um pouco irreconhecível, e tinha muitas dificuldades, principalmente ofensivas. Pelo jeito isso está se repetindo, e nesse caso, o jogador que precisa estar no time é Lionel Messi.
Observem as imagens abaixo de alguns erros defensivos que a equipe tem mostrado. Todas elas são do jogo contra a Bolívia:
O jogador boliviano da direita aparece livre desse lado, ele está sem marcação, enquanto o lateral esquerdo Rojo está mal posicionado. As beiradas do campo não são totalmente ocupadas pelos argentinos.
Quando finalmente os jogadores aparecem para marcar o jogador que está com a bola, esse já cruza para a área, mas outro boliviano, no meio de dois zagueiros consegue facilmente se livrar da "marcação" e cabeceia para fora. Sem falar no jogador de camisa 19, que tem um grande espaço livre, e não está sendo marcado. O argentino deveria estar o marcando, mas está no fim da grande área. Erro de posicionamento.
Esse não chega a ser um tremendo erro. Mas na saída de bola do time Boliviano, os atacantes argentinos não partem pra cima, tentando recuperar a bola, e nesse lance, Lucas Pratto, e aparentemente Banega estão lado a lado, enquanto outros atletas da Bolívia aparecem sem marcação, e com possibilidades de iniciar uma saída pelo chão. O time de Bauza não ocupa inteiramente o espaço de jogo.
Nesse lance, claramente o jogador boliviano de camisa 14 tem um espaço enorme para seguir a jogada pelo meio de campo. Se os atacantes voltassem para a marcação, isso poderia não ter acontecido. É nesse espaço que as jogadas começam, e que o jogador tem maior tempo para pensar o que vai fazer.
Observem nesse lance, que o jogador boliviano de camisa 7 tem um enorme espaço livre, e está sem marcação. Quem deveria estar marcando é o argentino com um círculo amarelo. Mais um erro de posicionamento.
Essas foram só algumas demonstrações de como o time precisa melhorar e evoluir. Sem Messi, o time parece não ter um líder dentro de campo, e o meio campo fica muito desorganizado, e Di Maria aparece sozinho muitas vezes, quando o time vai pro ataque. Era como acontecia com a nossa seleção. Jogadores de alta qualidade, mas que não demonstravam um bom futebol, e um time que apresentava falhas "bobas". Essa seleção não lembra nem um pouco aquela que jogou a Copa de 2014 ou a Copa América de 2015. Esse time parece estar "sem alma", sem o verdadeiro espírito de garra e motivação argentino, diferente do que mostra a história dessa equipe.
A melhor coisa a se fazer, na minha opinião, é uma troca de treinador, uma nova filosofia. Restam ainda 4 jogos, e ainda tem a possibilidade de se classificar, mas a mudança tem que ser feita agora. Um técnico com a "cara" da Argentina, como Diego Simeone ou Jorge Sampaoli. Esse último se encaixaria como uma luva, no meu ver. Quando o time está mal na partida, tudo parece estar normal, o time não mostra reação, mas com um desses isso não aconteceria de jeito nenhum. Sem falar da dependência de Messi no time. Com ele, a equipe tem 83% de aproveitamento, mas sem ele as coisas não são assim. Arrisco a dizer que Antonio Conte também seria um bom nome. O maior adversário da Argentina é o clima que está instalado, tanto nos vestiários, ou com a convivência dos atletas/diretoria/ técnico. O que dá de perceber é que não existe uma atmosfera, um ambiente, de união, mas sim uma divergência bem grande. A seleção ainda tem tempo para se levantar e se reerguer, mas se continuar desse jeito, tudo ficará bem mais complicado, e a vaga na Copa da Rússia em 2018 pode estar ameaçada. O que vemos é que não existe uma "conexão", de Bauza para com os atletas. Como diz aquele ditado: "É melhor cortar o mal pela raíz", e a Argentina só voltará a andar nos trilhos se as mudanças começarem a acontecer.
Hoje vou falar sobre a situação que se encontra a seleção da Argentina. Em quinto lugar na classificação para a Copa da Rússia em 2018, sem Messi por três jogos, e vindo de uma derrota de 2 x 0 contra a Bolívia, tudo parece piorar. Edgardo Bauza conta com um time repleto de estrelas, como Di Maria, Mascherano, Aguero, Lucas Pratto, Banega, Romero e Lionel Messi. Mas quando o camisa 10 da equipe não atua, o time não consegue render e mostrar aquele futebol que a gente está acostumado a ver, como na Copa de 2014, quando a seleção até chegou a final do torneio, vencido pela Alemanha.
Mas de lá para cá, muitas coisas mudaram, como troca de treinadores, desentendimento com a imprensa por parte dos atletas, uma crise financeira nos clubes argentinos, e até Lionel Messi, considerado um jogador que não se metia em confusões, mudando suas atitudes, e chegando a xingar o árbitro, como no jogo contra o Chile, onde o próprio baixinho marcou o gol da vitória. Tudo isso, de uma certa forma, acabou refletindo em campo.
Edgardo Bauza, considerado um ótimo técnico na época do San Lorenzo, parece não ter o "DNA" para comandar uma seleção de enorme pressão. No São Paulo, o treinador não fez um bom trabalho, e dependia de alguns jogadores para que o time rendesse, como Calleri e Paulo Henrique Ganso. O time até chegou na semifinal da Libertadores, com os atletas ditos anteriormente do time principal. Mas quando esses não se mostravam bem no jogo, o São Paulo era um pouco irreconhecível, e tinha muitas dificuldades, principalmente ofensivas. Pelo jeito isso está se repetindo, e nesse caso, o jogador que precisa estar no time é Lionel Messi.
Observem as imagens abaixo de alguns erros defensivos que a equipe tem mostrado. Todas elas são do jogo contra a Bolívia:
O jogador boliviano da direita aparece livre desse lado, ele está sem marcação, enquanto o lateral esquerdo Rojo está mal posicionado. As beiradas do campo não são totalmente ocupadas pelos argentinos.
Quando finalmente os jogadores aparecem para marcar o jogador que está com a bola, esse já cruza para a área, mas outro boliviano, no meio de dois zagueiros consegue facilmente se livrar da "marcação" e cabeceia para fora. Sem falar no jogador de camisa 19, que tem um grande espaço livre, e não está sendo marcado. O argentino deveria estar o marcando, mas está no fim da grande área. Erro de posicionamento.
Esse não chega a ser um tremendo erro. Mas na saída de bola do time Boliviano, os atacantes argentinos não partem pra cima, tentando recuperar a bola, e nesse lance, Lucas Pratto, e aparentemente Banega estão lado a lado, enquanto outros atletas da Bolívia aparecem sem marcação, e com possibilidades de iniciar uma saída pelo chão. O time de Bauza não ocupa inteiramente o espaço de jogo.
Nesse lance, claramente o jogador boliviano de camisa 14 tem um espaço enorme para seguir a jogada pelo meio de campo. Se os atacantes voltassem para a marcação, isso poderia não ter acontecido. É nesse espaço que as jogadas começam, e que o jogador tem maior tempo para pensar o que vai fazer.
Observem nesse lance, que o jogador boliviano de camisa 7 tem um enorme espaço livre, e está sem marcação. Quem deveria estar marcando é o argentino com um círculo amarelo. Mais um erro de posicionamento.
Essas foram só algumas demonstrações de como o time precisa melhorar e evoluir. Sem Messi, o time parece não ter um líder dentro de campo, e o meio campo fica muito desorganizado, e Di Maria aparece sozinho muitas vezes, quando o time vai pro ataque. Era como acontecia com a nossa seleção. Jogadores de alta qualidade, mas que não demonstravam um bom futebol, e um time que apresentava falhas "bobas". Essa seleção não lembra nem um pouco aquela que jogou a Copa de 2014 ou a Copa América de 2015. Esse time parece estar "sem alma", sem o verdadeiro espírito de garra e motivação argentino, diferente do que mostra a história dessa equipe.
A melhor coisa a se fazer, na minha opinião, é uma troca de treinador, uma nova filosofia. Restam ainda 4 jogos, e ainda tem a possibilidade de se classificar, mas a mudança tem que ser feita agora. Um técnico com a "cara" da Argentina, como Diego Simeone ou Jorge Sampaoli. Esse último se encaixaria como uma luva, no meu ver. Quando o time está mal na partida, tudo parece estar normal, o time não mostra reação, mas com um desses isso não aconteceria de jeito nenhum. Sem falar da dependência de Messi no time. Com ele, a equipe tem 83% de aproveitamento, mas sem ele as coisas não são assim. Arrisco a dizer que Antonio Conte também seria um bom nome. O maior adversário da Argentina é o clima que está instalado, tanto nos vestiários, ou com a convivência dos atletas/diretoria/ técnico. O que dá de perceber é que não existe uma atmosfera, um ambiente, de união, mas sim uma divergência bem grande. A seleção ainda tem tempo para se levantar e se reerguer, mas se continuar desse jeito, tudo ficará bem mais complicado, e a vaga na Copa da Rússia em 2018 pode estar ameaçada. O que vemos é que não existe uma "conexão", de Bauza para com os atletas. Como diz aquele ditado: "É melhor cortar o mal pela raíz", e a Argentina só voltará a andar nos trilhos se as mudanças começarem a acontecer.






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