Técnicos demitidos, permanência na Série B e maus resultados: A má situação do Criciúma.

Olá a todos!

Com a demissão do jovem técnico Deivid (ex jogador do Flamengo e Cruzeiro), o Criciúma EC ainda não anunciou um novo comandante para sua equipe, que irá ter a difícil missão de levar o Tigre de volta a Série A do Brasileirão, fato que não ocorre desde 2013, quando conseguiu, enfim o acesso, mas logo no ano seguinte não foi bem no torneio, e acabou em último lugar, com 20 derrotas em 38 jogos. Mesmo o time não tendo um elenco diversificado e com bastante nomes de qualidade, vejo que a real necessidade é de um melhor planejamento, se tratando da parte da diretoria tricolor.

Desde a saída do sócio Antenor Angeloni, as coisas começaram a piorar. A ideia de gestão era substituí-lo com outro nome de qualidade, que no caso foi Jaime Dal Farra, mas os resultados, como em contratações, não foram os melhores. Claro que de lá para cá o Criciúma trouxe bons jogadores, como no caso de Zé Carlos, Daniel Carvalho, Paulo Baier, Cortês, dentre outros, mas em sua grande maioria, o time é composto por atletas com nível técnico baixo, sem capacidade de atuar bem numa Copa do Brasil ou Campeonato Brasileiro.

Outro fator importante que devo-lhes ressaltar se refere ao fato de que o Criciúma não consegue segurar e manter por mais anos suas jóias e jogadores de qualidade vindos da base, como por exemplo Lucca, que hoje pertence ao Corinthians (emprestado para a Ponte Preta), que mostrou ser bem eficiente e habilidoso, Róger Guedes (Palmeiras), sendo fundamental no esquema tático de Cuca, além de Bruno Lópes, que hoje atua no Arouca (Portugal) e Ezequiel (Cruzeiro). Obviamente que nem sempre uma equipe consegue manter suas pratas da casa por muito tempo, pois muitas vezes os cofres dos times se enchem bastante se falarmos do dinheiro envolvido em negociações, mas nem sempre esse dinheiro é revertido em boa parte dentro de campo...

Nesse ano, o Criciúma começou com o treinador Deivid, e a ideia era dar maiores chances e durabilidade em seu cargo, porém ainda acho muito pouco 5 meses de trabalho. Pra se ter uma ideia de como o Tigre alterna repentinamente entre técnicos, juntando os anos de 2014, 2015 e 2016, somam-se 11 comandantes. Sem contar que o time sempre está se alternando, e nunca mantem um padrão.

No campo de jogo, no estádio Heriberto Hulse, o time normalmente joga bem, e na maioria das partidas, sempre consegue vencer, e acaba sendo um ótimo fator, mas fora de casa o rendimento é péssimo, e acaba dependendo de mais de seus principais jogadores, não consegue ser um time coletivo.  No meu ver, a demissão de Deivid foi repentina, e que a diretoria carvoeira deveria dar mais tempo de trabalho. Mas só isso não é suficiente. Sem uma boa gestão e administração nenhum clube consegue evoluir.

Todos esses e mais alguns problemas afastam o time catarinense do tão sonhado acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Tarefa fácil? Não, mas nada fora de alcance. A torcida carvoeira espera por dias melhores, que o time possa chegar a elite do Brasil, e também lutar por títulos de maior expressão, mas se continuar desse jeito, a Série C é sim uma grande possibilidade.

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